sábado, 14 de janeiro de 2012

DO VELHO NASCERÁ O NOVO


Todo princípio tem suas flores. Nada em princípio parece ser difícil! E assim mesmo deve ser!
Tudo neste mundo tem suas etapas. Até as reações químicas precisam de um certo impulso para acontecer ás vezes.
Penso que a beleza de um caminho está nas suas diferentes etapas.
Desde que o pecado entrou no mundo o ser humano tem uma tendência a querer permanecer em certos trechos do caminho onde a vista lhe parece ser a mais bela de todas, onde a fonte d'água que dá remanso parece ser a mais refrescante e onde a sombra parece ser aquela que mais abrigo dá.
Quando damos ouvidos a esta tentação somos levados a esquecer que resta-nos ainda muito caminho, que muitas belezas ainda podem ser descobertas e construidas, que muitos e bons encontros ainda podem ocorrer, que muitos e novos aprendizados poderão ser propiciados, que o caminho deve ser aperfeiçoado para quem vem atrás de nós, que podemos reanimar a alguns que ficaram à margem do caminho e, sobretudo, que a nossa meta é o Céu.
Quanto mais antiga vai sendo a nossa jornada, muito maior vai sendo o saco que carregamos cheio de coisas velhas: vícios, maus hábitos, egoísmos, indisciplinas, autocomiseração, pessimismo, achismos, negativismos...
Outra grande exigência de um verdadeiro caminho é ir envelhecendo cronologicamente tendo uma alma nova a cada instante.
O caminheiro velho cai muitas vezes na tentação de achar que "já viu de tudo neste mundo" e corre o risco de envelhecer antes do tempo certo ou pior, de não envelhecer mas de perder-se achando que as possibilidades se esgotaram.
Quantos clamam por milagres quando nem sequer empreenderam o desafio de perceber que certos "impossíveis" na verdade são possíveis!
Pobres caminheiros somos nesta hora! Trazemos verdaeiras minas dentro do saco de coisas velhas:
Onde abundam os vícios, Deus quer fazer superabundar as virtudes!
Onde grassam os maus hábitos, com a colaboração do homem, o Espírito quer fazer reinar os bons costumes e a disciplina!
Deus quer romper o visgo da autocomiseração de nossos pés para qu e não só caminhemos mas voemos ao seu encontro e descubramos o quanto somos cheios de sua dignidade.
Não nascemos para a tristeza, para a cegueira do pessimismo, mas para a vitória!

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