quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
TODA HOMENAGEM PÓSTUMA É VÁLIDA?
Prestar homenagens a pessoas falecidas, não é, das artes, a mais fácil! Contudo, parece que as pessoas têm mais facilidade de fazer homenagens a pessoas mortas do que a pessoas vivas!
Nas honras que se faz a um morto, muitas vezes semelhante ao Arquivo Confidencial do Faustão, ilustres desconhecidos se tornam vultos ilustres, autores de portentosos feitos.
Nestas homenagens póstumas, sentimentos escondidos vêm á tona, o que não se diria de bom ao finado quando vivo, se diz nesta ocasião!
Nos prendemos tanto a exigências vãs, passamos a vida toda correndo atrás de certos padrões que, infelizmente, só reconhecemos os valores e os feitos das pessoas, quando estas morrem!
Talvez isto ocorra porque a morte nos desinstale das coisas acessórias a que nos apegamos e nos recorde, ainda que por alguns dias ou meses, que não somos imortais e nos mostre como será a vida sem aquele Dom de Deus, a cuja partida assitimos.
Penso que seria bom, pelos menos uma hora por dia, contemplar a realidade da "irmã morte"(como dizia São Francisco).
Perante a sua realidade todos somos iguais: Reis e plebeus, ateus e crentes, Ricos e Pobres, homens e mulheres....
No rigor da minha crítica, não incluo as oportunas e devidas homenagens póstumas daqueles que souberam homenagear em vida e o souberam no instante derradeiro. Quando isto ocorre, a homenagem, sempre livre do desespero,embora saudosa, traz aos que a escutam, um testemunho, cheio de vida, cheio de sabor.
O que aqui quero propor, primeiramente aos meus ouvidos e depois aos dos outros, é que não demoremos a manifestar aquilo que já reconhecemos, que façamos homenagens às pessoas queridas e importantes para nós, em vida!
Peçamos a Deus que retire de nós a miopia do egoísmo para que enxerguemos, bem perto de nós: grandes artistas, grandes benfeitores, grandes líderes, enfim, grandes seres humanos, que nos são invisíveis!
Fica a proposta!
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